terça-feira, 21 de março de 2017

Prefeitura promove atividades nas escolas da rede em alusão ao Dia Internacional da Síndrome de Down


Escolas da rede pública municipal de São Luís tiveram, nesta terça-feira (21), uma programação especial voltada para o Dia Internacional da Síndrome de Down, lembrado em quase 200 países do mundo no dia 21 de março. A programação do dia nas unidades de ensino contou com ações realizadas pela Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), e também com programação organizada através de parceria entre a gestão das escolas e os professores.
O secretário de Educação, Moacir Feitosa, destacou a importância de se promover ações dentro e fora das escolas que favoreçam a inclusão, colaborando com o desenvolvimento da educação no município de São Luís. "As atividades realizadas pela Secretaria Municipal de Educação, para a área da Educação Especial, estão de acordo com a política do prefeito Edivaldo, que orienta e defende uma educação inclusiva e que proporcione o desenvolvimento integral dos educandos", assegurou o titular da pasta.
As atividades de sensibilização foram realizadas nas Unidades de Educação Básica (U.E.B.) Maria Alice Coutinho (Turu); Desembargador Thales Ribeiro Gonçalves (São Cristóvão) e Haydee Chaves (Vila Esperança). A programação contou com roda de conversa com estudantes e familiares e com exibição de vídeos sobre o tema. 
INCLUSÃO
A inclusão na rede municipal de São Luís já é uma realidade e tem avançado a cada ano, com o aumento das salas de recursos e adoções de novos projetos e programas que valorizam e fortalecem o aprendizado de estudantes com deficiência, bem como com Altas Habilidades/Superdotação.
Dentre as ações realizadas na gestão do prefeito Edivaldo na área da Educação Inclusiva estão a formação de mais de 1300 professores em cursos voltados para esse segmento; a implantação do Núcleo de Enriquecimento para Estudantes com Características de Altas Habilidades/Superdotação (Neehcahs); e a implantação de 60 novas salas de recurso - espaços em que o estudante com deficiência frequenta no contraturno escolar e rece atendimento individualizado com o objetivo de desenvolver habilidades e competências
Maria dos Anjos Ferreira Santos, gestora da U.E.B. Desembargador Thales Ribeiro Gonçalves, disse que há anos vem trabalhando com crianças e adolescentes com necessidades especiais, seja com Síndrome de Down, autismo, deficiência intelectual, ou com altas habilidades/superdotação. Ela foi gestora por cerca de sete anos da U.E.B. Luís Viana, no bairro Alemanha, referência na rede para estudantes especiais.
Agora, como gestora da Thales Ribeiro, afirma que todos os anos recebe estudantes especiais. "Já tivemos vários alunos com Síndrome de Down, e procuramos dar todo o apoio necessário para o desenvolvimento do estudante, e para sua família", comenta Maria dos Anjos.
ATENÇÃO
A gestora afirma que assim que as professoras identificam, em sala de aula, alguma dificuldade de aprendizado por parte de um estudante, o técnico de acompanhamento da Semed que atende a área é contatado e imediatamente a criança passa a ser acompanhada, sendo encaminhada para uma das salas de recursos mais próximas à residência da família do estudante.
A pequena Evelyn, de 8 anos, estudante do 3º ano na U.E.B. Thales Ribeiro, é uma dessas crianças identificadas com Síndrome de Down, que está recebendo acompanhamento e será inserida em uma das salas de recursos da Semed. A mãe da menina, Edileude Sousa Araújo, disse que Evelyn é uma criança muito carinhosa e cheia de talentos, apesar da dificuldade em aprender. "Ela não pega as coisas com facilidade, mas com paciência está se desenvolvendo", diz a mãe, feliz com o progresso. "Ela é uma dádiva de Deus", acrescenta.
Sobre a data, Edileude Sousa Araújo diz que a atenção para as crianças com Síndrome de Down ou qualquer outra necessidade especial, deve ser sempre, todos os dias. "Fico feliz com a data, mas chamo atenção do poder público e de toda a sociedade para terem maior compromisso e respeitar as pessoas com necessidades especiais. Já sofri preconceito e sei o quanto é difícil pra uma família conviver com isso em uma sociedade ainda tão preconceituosa", discorreu a mãe.
Kamilla Carvalho, de 10 anos, estudante do 5º ano na U.E.B. Thales Ribeiro, esteve atenta ao vídeo passado em sala de aula sobre a Síndrome de Down e à palestra, em forma de bate papo, conduzida pela superintendente da Educação Especial, Dalvina Amorim. "Não sabia nada sobre a Síndrome de Down, mas hoje entendi que todas as crianças precisam ser tratadas com respeito e amor. Os estudantes com deficiência têm o mesmo direito que eu de estudar", disse Kamilla.

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Diniz