quinta-feira, 9 de abril de 2015

Nina Melo destaca atenção especial à saúde materna proposta pela ONU


A deputada Nina Melo (PMDB) destacou durante a sessão desta terça-feira (7), Dia Mundial da Saúde, a atenção que está sendo dada pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) à saúde materna em todo o mundo. A manifestação da deputada Nina foi feita em aparte ao discurso em que a deputada Graça Paz (PDT) denunciou a morte de uma criança durante o parto por falta de assistência médica no interior do estado. 

A deputada Nina Melo lamentou que a mortalidade materna e de bebês durante o parto ou durante a gestação ainda ocorram no Maranhão, no Brasil e em vários países do mundo devido à falta de assistência médica e hospitalar que impedem  mulheres de baixa renda a terem um pré-natal adequado.  

Nina Melo parabenizou a deputada Graça Paz por levar à tribuna da Assembleia Legislativa um problema que deveria ser preocupação constante de governos e de todos os deputados. “Eu quero dizer para a Vossa Excelência, deputada Graça Paz, que estarei ao seu lado para defender as mães e as crianças do meu estado”, disse Nina.  

MEDIDAS DA ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou uma estratégia que enumera ações fundamentais para melhorar a saúde das mulheres e das crianças no mundo inteiro. A meta é salvar 16 milhões de vidas até 2015. A ONU propõe medidas para melhorar o financiamento, reforçar as políticas e melhorar a prestação de serviços e criar mecanismos institucionais internacionais de informação, controlo e prestação de contas em matéria de saúde das mulheres e das crianças.

De acordo com estudo da ONU, a mortalidade materna mantém-se inaceitavelmente elevada. Os novos dados revelam sinais de progressos, com uma melhoria da saúde materna – a saúde as mulheres durante a gravidez e o parto – e uma redução nítida das taxas de mortalidade materna, em alguns países. No entanto, os progressos registados ficam muito aquém do declínio de 5,5% por ano, necessário para realizar a meta do ODM que consiste em reduzir em três quartos, até 2015, a mortalidade materna.

Na sua maioria, as mortes maternas são evitáveis. Mais de 80% das mortes maternas são causadas por hemorragias, sépsis, aborto em condições de risco, obstrução do parto e doenças hipertensivas da gravidez. A grande maioria destas mortes poderia ser evitada, se as mulheres tivessem acesso a serviços de saúde, equipamento e material adequados bem como a pessoal de saúde qualificado.

MORTALIDADE NO BRASIL

A tragédia da mortalidade materna vem atingindo menos mães a cada ano no Brasil, mas o ritmo de queda não será suficiente para que o país alcance até o fim do ano o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) neste quesito – e é mais lento do que seria possível e desejável, dizem especialistas.

A altíssima taxa de cesáreas, o excesso de intervenções desnecessárias, a falta de treinamento de equipes especializadas e a proibição do aborto são alguns dos fatores apontados como barreiras para que o risco diminua mais no país.

Em 2013, 1.567 mil mulheres morreram no Brasil por complicações ao dar à luz, durante ou após a gestação ou causadas por sua interrupção.

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Diniz