terça-feira, 4 de junho de 2013

Fapema apoia pesquisa sobre atividades lúdicas para o ensino de Química


A Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão (Fapema) está apoiando pesquisa desenvolvida por alunos de licenciatura do curso de Química do Instituto Federal do Maranhão (Ifma). Os trabalhos utilizam métodos de aprendizagem dinâmicos e interativos, envolvendo jogos, arte cênica e experimentos de laboratório para descomplicar a vida dos estudantes do Ensino Fundamental e Médio na disciplina de Química, melhorando a educação nas escolas do Maranhão.
“As atividades lúdicas visam levar os assuntos referentes à química de maneira mais atrativa aos alunos, por meio de palestras, teatros em química, experimentos e materiais lúdicos. Procuramos ver as coisas do cotidiano e adaptar isso aos assuntos da disciplina. Por exemplo, a parte de reações químicas, associamos sempre a uma história da alquimia e assim fazemos com o que aluno interaja com a Química do cotidiano, ele aprende brincando.”, explicou o professor responsável pela orientação do projeto, Marcelo Moizinho Oliveira,
Durante as apresentações, chamadas "Shows de Química", a matéria da área de exatas se transforma em atividades que mexem ainda mais com o imaginário e revelam a forte presença da química no dia a dia. A ideia dos idealizadores do projeto é oferecer um material didático lúdico para transmissão do conhecimento de química, além de possibilitar aos professores uma metodologia mais eficaz para o aprendizado dos jovens.
Segundo o professor Marcelo Oliveira, os jogos usados pelo projeto são semelhantes aos que existem no mercado, jogos educativos, adaptados a determinado ensino, como quebra-cabeças, caça-palavras e o jogo dos sete erros. “Nós escolhemos um tema da química e elaboramos esses jogos. Formamos grupos de alunos e dentro desse jogo, a gente insere um tópico referente à disciplina”.
O trabalho já foi apresentado em várias escolas do Maranhão. “Passamos pelos campi do Ifma no interior do estado e pelas escolas da Cidade Operária, como Mata Roma, Pedro Álvares Cabral e também o CEGEL, em São Luís. Durante os congressos de química ministramos oficinas, palestras e minicursos relacionado ao ensino de química para alunos de graduação”, complementou Marcelo Oliveira.
Os bons resultados do trabalho estimularam a expansão do procedimento educacional e o desenvolvimento de uma cartilha que já foi distribuída em todo país. “A gente pretende produzir em escala comercial para atingir o maior número possível de escolas do Maranhão e no Brasil. A pesquisa resultou em duas revistas de jogos tipo puzzles relacionando os principais tópicos da disciplina de Química ministrada no ensino médio”, revelou o professor do Ifma.
A cartilha de Química foi publicada com apoio da Fapema, por meio do edital da de Apoio a Publicação (APUB), que destina recursos para a difusão científica e tecnológica por meio da publicação de material impresso e eletrônico.

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Diniz