quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Cutrim alerta sobre a possibilidade da violência no Espírito Santo se alastrar para outros Estados


O deputado Raimundo Cutrim (PCdoB) voltou a alertar, na sessão desta quinta-feira (9), sobre a possibilidade da onda de violência registrada em Espírito Santo se alastrar para outros Estados, por conta da greve da Polícia Militar (PM). Disse que, se a União não fizer intervenção federal, “isso pode explodir a qualquer hora, em outros Estados”. 
Cutrim contou que ouviu atentamente, na manhã desta quinta, a fala do governador Paulo Hartung, onde ele dizia que no Espírito Santo estaria acontecendo “uma chantagem e que é a mesma coisa que sequestrar a liberdade do cidadão capixaba para pagar o resgate”.  
O deputado afirmou ter sentido falta de pulso do governador. 
“Enquanto os governos do Brasil tratarem a Segurança Pública dessa maneira, vão continuar assim. E a gente observa que ainda há algumas linhas e alguns pensamentos que querem desmilitarizar as Polícias Militares. É um absurdo tão grande que a gente fica preocupado com pensamentos dessa forma. É como também querer que as Polícias Militares tenham carga horária de 40 horas ou de 20 horas, ou alguma coisa parecida”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar, “temos que ter em mente que um policial ao entrar para a carreira militar ou civil, é um sacerdócio. Ali ele prestou um juramento e no caso do Espírito Santo que ele tomou posse entre o exercício; aí será que as famílias foram dizer o que ele tinha que fazer ou o que deixar de fazer?”. 
De acordo com Raimundo Cutrim, os governadores estão reféns de uma legislação fraca. "Vocês já viram o Exército brasileiro entrar em greve? Como é que ficaria o país? Aí as Polícias Militares dos seus Estados entram em greve como é que fica a situação da população? É fato grave! Os governos, para ganharem eleição, ficam fazendo benesses que podem fazer, mas ou você tem uma legislação que impõe respeito ou se acaba com a instituição das polícias militares no Brasil. O que se vê de governos fracos que não sabem dar o valor necessário às polícias militares, pagar um salário digno, mas nós temos que ter pulso forte, tem que ter comando, senão não funciona”, avaliou.
Cutrim voltou a lembrar que até hoje não foi regulamentado o artigo da Constituição de 88 que proíbe greve nos serviços essenciais, como segurança pública. "A Constituição dos Estados Unidos é de 1776. A nossa Constituição muda todo dia, de acordo com a maré, então nós temos uma coisa que pode ter duração, ter permanência, porque do jeito que está ou a gente entra na linha do trilho correto ou fica do mesmo jeito. Essa situação do Espírito Santo é extremamente grave e tanto o governo do Espírito Santo como os outros têm que se preocupar com as suas polícias militares e procurar fazer um regimento que possa ser aplicado na hora necessária”, finalizou.

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Diniz