sexta-feira, 15 de maio de 2015

Gedema faz doações a Casa de Apoio da Fundação Antônio Jorge Dino


Cestas básicas, produtos alimentícios, fraldas e kits de higiene. Essas foram algumas das doações feitas pelo Gedema Solidário na primeira visita à Casa de Apoio da Fundação Antônio Jorge Dino, realizada nesta quinta (14), onde a presidente Dra. Cleide Coutinho anunciou que, o Grupo das Esposas pretende firmar parceria com movimentos sociais e recursos vindos através de doações e emendas parlamentares.

“Nosso desejo, meu e de todas as esposas dos deputados, ouvindo as explicações do administrador e da presidente, é de que nós tomássemos consciência e conhecimento do que acontece nessa Casa e do tanto que essas pessoas precisam de ajuda. A gente vê que é um hospital bem administrado, mas que o mais importante são os recursos e nós vamos pedir ajuda dos nossos esposos da Assembleia para conseguir junto ao governo, através de doação e de emenda e, até de movimentos sociais”, acentuou Cleide Coutinho.

Sandra Lima, vice-presidente do Gedema, reforçou a ideia de estender um trabalho social junto com a Fundação. “A gente já pensa em fazer um trabalho aqui dentro. Quem sabe futuramente o brechó solidário e outros trabalhos de cunho social. Nosso intuito é levar solidariedade pra essas famílias, porque é doloroso essa família iniciar o tratamento e não dar continuidade por falta de condição financeira”.

Além da presidente Dra. Cleide Coutinho (deputado Humberto Coutinho) e da vice-presidente Sandra Lima (deputado Júnior Verde), as esposas Maira Max (deputado Cabo Campos); Vânia Jalila Braga (deputado Edivaldo Holanda); Guaracy Moraes (deputado Fernando Furtado); Helena Alves, mãe de Isalina Alves (deputado Levi Pontes); e Leide Sousa (deputado licenciado Bira do Pindaré) também estiveram presentes e foram recepcionadas pela equipe da Fundação Antônio Jorge Dino, que lhes apresentaram todo o funcionamento da Casa de Apoio e do Hospital Aldenora Bello.

A presidente da Fundação, Enide Jorge Dino, falou que se sente emocionada com a sensibilidade do Gedema. “A gente recebe de braços abertos e com o coração muito emocionado porque nós sentimos que não estamos sozinhos para fazer sempre em prol daqueles que realmente são mais necessitados”, disse.

O vice-presidente Antônio Dino agradeceu a demonstração de interesse das esposas, apresentou dados e chamou a atenção para a importância de ter emendas parlamentares no legislativo estadual destinadas ao tratamento de câncer.

“Hoje nós realizamos cerca de quatro mil consultas no hospital e realizamos cerca de 20 mil procedimentos por mês. A realização desses procedimentos depende de equipamentos que são muitos caros e que só podem ser adquiridos através de emendas parlamentares. Muitas emendas federais já foram destinadas para cá, mas precisamos da ajuda de vocês também. Por isso, pedimos que levem essa solicitação aos seus esposos, os deputados estaduais”, enfatizou Antônio Dino.

O pedido de emendas voltadas para o tratamento de câncer foi reforçado pelo diretor administrativo do Hospital Aldenora Bello, José Generoso.

Antônio Dino falou ainda que, a Fundação está distribuindo um cofrinho em diversos supermercados e farmácias a fim de arrecadar o máximo de doações possíveis para manter a Casa de Apoio. Prontamente a presidente Cleide Coutinho pediu que fosse disponibilizado um desses cofrinhos na Assembleia Legislativa do Maranhão, aos cuidados do Grupo de Esposas de Deputados.

CASA DE APOIO

A Casa de Apoio é mantida pela Fundação Antônio Dino. Abriga 88 crianças e 400 mulheres vindas do interior do Estado que fazem tratamento de câncer no Hospital Aldenora Bello, mas não têm condições de se manter em São Luís. Um tratamento que pode ser longo para alguns, como é o caso de Márcia Maria Nascimento, que mora na Casa há 8 anos, desde que foi diagnosticada com câncer de colo uterino.

“Já estou aqui há muito anos, mas ainda é com a mesma alegria que a gente recebe essa ajuda. Fico feliz porque é um beneficio não só pra mim, mas pra todas as pacientes que estão aqui hoje”, disse.

Já Maria Sandra Rodrigues, acompanha o filho Claudiã, de apenas oito anos, há um ano na luta para vencer a leucemia. Esse é o tempo suficiente para se sentir de coração apertado ao lembrar dos seus outros dois filhos que ficaram em Imperatriz com o pai. Apesar da tristeza, Maria se sente amparada pela Casa e a cada doação como essa a felicidade é a mesma.

“Eu me sinto mais triste porque eu tenho dois filhos que deixei pra trás. Mas da Casa eu tenho apoio de tudo: comida, remédio, lanche, roupa, brinquedo, enfim, tudo que a gente precisa nós temos a disposição. Eu agradeço a Deus e a esta Casa que hoje é meu lar. Essa ajuda, nós recebemos com todo amor, porque nos ajuda demais”, destacou.

Além da acolhida, os pacientes também recebem alimentação, transporte, medicamentos, roupas, brinquedos, cestas básicas e toda uma ajuda psicológica, pedagógica, espiritual e várias atividades desempenhadas por profissionais e voluntários incansáveis. A Casa não dispõe de recursos públicos, é sustentada pela comunidade através de doações, projetos e campanhas.

PARA DOAR

Existe um procedimento bem simples para quem quer se tornar voluntário, que é feito através de cadastro. É necessário ir a Fundação, procurar pela coordenadora da Casa de Apoio, Alice Jorge Dino para fazer a inscrição e, depois de cadastrado, é oferecido um curso de dois dias para orientação de como funciona o trabalho voluntariado.

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Diniz