terça-feira, 7 de abril de 2015

Holanda sai em defesa da Prefeitura com relação às críticas ao Socorrão


O deputado Edivaldo Holanda (PTC), em pronunciamento na tribuna na sessão desta terça-feira (7), rebateu as críticas que foram desferidas pelo deputado Wellington do Curso sobre as condições estruturais do hospital Socorrão, administrado pela Prefeitura de São Luís. Edivaldo disse que Wellington se posicionou na tribuna da Assembleia apenas como “porta-voz de uma candidatura”.

Segundo Edivaldo Holanda, ao levar à tribuna críticas que não ajudam a solucionar o problema, o deputado Wellington se posta de uma forma “não muito correta”. Ele afirmou que os deputados têm que ser eficientes nas propostas e no debate para não transmitirem uma atuação negativa sobre sua postura parlamentar.

Edivaldo Holanda ressaltou que no parlamento não há lugar para pessoas que se apresentam com sofismas e que as pessoas podem ser conhecidas pela forma como agem. Ainda em resposta à denúncia apresentada por Wellington, ele lembrou que foi líder de oposição na Assembleia durante dois anos, mas que nunca andou em corredores de Secretarias ou de hospitais públicos para fotografar fatos e em seguida fazer pronunciamentos.

“Eu fui líder de governo desta Casa e enfrentei um grande líder de oposição na época, esta imprensa conhece, mas a nossa luta era transparente, nossa luta era no campo da tribuna, do contraditório e daquilo que o Parlamento oferece de melhor para quem está no exercício da liderança do governo e da oposição”, esclareceu Edivaldo.

Ele ressaltou que quando exerceu a liderança, as galerias e a imprensa foram testemunhas de um debate saudável, construído no conhecimento e não no sofisma, nas entrelinhas ou nos bastidores de um corredor de hospital. “Era uma luta leal, igual, legítima, respeitada e admirada por todos”.

SOBRE A SAÚDE

O deputado Edivaldo Holanda, ainda em resposta aos fatos negativos levantados pelo deputado Wellington sobre a saúde do Município de São Luís, disse que o sistema é único, não se restringindo apenas ao Estado ou Município, mas que são três entes - União, Estado e Município formando um sistema único de saúde. “É uma gestão tripartite e os municípios, não apenas o de São Luís como todos os outros, recebem uma sobrecarga muito grande devido à falta de planejamento da saúde nos Estados e por meio da União”.

Ele lembrou que o então governador Jackson Lago planejou cinco hospitais regionais no Maranhão para evitar a procissão de ambulâncias que sobrecarregam os dois hospitais de São Luís. Então, uma das formas de diminuir o fluxo e desafogar os Socorrões, deixando-os em posição melhor, é a implantação dos hospitais regionais, a exemplo do Hospital Regional de Presidente Dutra, implantado pelo ex-governador Jackson Lago.

“Nós não podemos ser demagógicos por causa de uma eleição do ano que vem. Temos que olhar com responsabilidade e fazer pronunciamento com responsabilidade”, argumentou Holanda.

APARTE

O discurso de Edivaldo Holanda foi aparteado pelo deputado Rafael Leitoa (PDT), que destacou o fato de Jackson Lago ter sido prefeito de São Luís por três vezes e que conhecia como ninguém a problemática da saúde da capital. Leitoa lembrou que a implantação dos hospitais macrorregionais para desafogar o fluxo de pacientes no Socorrão foi ideia de Jackson quando governador, mas que o projeto não foi concluído pelo governo passado, que preferiu investir em hospitais menores de 20 leitos.

Na avaliação de Leitoa, a atual gestão do governador Flávio Dino e do secretário Marcos Pacheco está dando celeridade na retomada da inauguração dos hospitais macrorregionais para desafogar os hospitais de São Luís.

Rafael Leitoa esclareceu que a política nacional de gestão da saúde prevê a contribuição tripartite, que envolve governo federal, governo do Estado e governo municipal. Porém, explica ele, o Estado nunca fez o repasse. “Como é que os prefeitos podem investir nas suas prevenções da atenção básica para tentar desafogar o grande arcabouço desses hospitais se não existem os recursos necessários?”, questionou.

Na avaliação de Rafael Leitoa, o modelo desenhado pelo ex-governador Jackson Lago será a salvação do serviço de saúde na capital São Luís. “O governador Flávio Dino está focado nessa política e o secretário Marcos Pacheco já esclareceu isso quando veio à Assembleia explicar como está a saúde do Estado”.

Edivaldo Holanda retomou o seu discurso concordando com o deputado Rafael Leitoa. Para ele, a construção de pelo menos cinco hospitais macrorregionais vai ajudar a desafogar o trânsito de pacientes nos hospitais públicos do município de São Luís.

Ainda rebatendo as colocações do deputado Wellington do Curso, Edivaldo disse que  “a calada da noite é lugar para pessoas que não agem com seriedade. A calada da noite, a madrugada, ela não é para os homens de bem. Nós agimos às claras, à luz do dia, nesta tribuna”.

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Diniz