quinta-feira, 9 de abril de 2015

CPI da Petrobras questionará viagens da cunhada de Vaccari para Itália e Panamá

                                  

                                           
                                        João Vaccari Neto, tesoureiro do PT (Foto: Lula Marques/Folhapress)



A deputada Eliziane Gama (MA), representante do PPS na CPI da Petrobras, perguntará hoje ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, se houve participação de seus familiares no petrolão. Eliziane Gama recebeu informações da Polícia Federal sobre as últimas viagens internacionais da cunhada de Vaccari, Marice de Lima, que foi coordenadora administrativa do PT durante o mensalão.

 Documento da PF em posse da presidência do PPS diz que, em 31 de maio de 2012, Marice de Lima embarcou no voo JJ8062, que decolou do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e pousou em Milão, na Itália. Duas semanas depois, em 14 de junho de 2012, Marice de Lima fez o trajeto de volta, de Milão para São Paulo, no voo JJ8063. Em delação premiada, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse que abriu duas contas no Banco Drenos, em Milão, para gerenciar parte da propina que as construtoras repassavam aos funcionários da estatal.

 O PPS quer saber se, nessa viagem para Milão, Marice de Lima teve algum contato com essas contas reveladas por Pedro Barusco. Eliziane Gama também perguntará se Vaccari foi com a cunhada para Milão.

 A outra viagem de Marice de Lima que será questionada na CPI da Petrobras foi a que a petista fez para o Panamá, em novembro de 2013. Eliziane Gama quer saber se essa 

viagem de Marice de Lima teve alguma relação com a JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu que teve filial aberta no Panamá em 2008. Também nesse caso, a deputada perguntará se Vaccari acompanhou a cunhada na viagem ao Panamá.

 No ano passado, o Ministério Público Federal pediu a prisão de Marice de Lima por causa de indícios de envolvimento com o petrolão. O pedido foi negado. A cunhada de Vaccari é suspeita de ter recebido R$ 110 mil do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do petrolão, por indicação de executivos da OAS.

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Diniz