quarta-feira, 9 de abril de 2014

Presidente da Assembleia diz que processo de escolha do candidato do grupo foi zerado


O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo (foto), em conversa informal com jornalistas, nesta manhã de terça-feira (8), disse que ficou surpreso com o lançamento da pré-candidatura do suplente no exercício do mandato de senador, Edison Lobão Filho (PMDB), ao governo e afirmou que o processo de escolha do novo candidato foi zerado com a desistência do ex-secretário Luís Fernando Silva disputar a sucessão estadual na eleição de outubro próximo.

O dirigente do Poder Legislativo maranhense observou, no entanto, que o nome do suplente no exercício do mandato de senador, Edinho Lobão, foi sugerido e que existe a possibilidade real dele vir a ser do candidato do grupo que está no poder. “Vamos tentar construir uma candidatura e esperar a resposta da sociedade”, enfatizou, sem citar nome.
“O nome dele foi lançado, agora precisamos ter a resposta da população, que deve se manifestar através de pesquisas. A situação me aconselha ser prudente, mas acredito que em mais uma semana essa questão estará resolvida”, declarou.


Arnaldo Melo fez questão de esclarecer que não está declarando apoio a Edinho Lobão, mas adiantou que se o seu grupo decidir que ele será o candidato, entrará na campanha por entender que existe ainda um grupo muito grande de eleitores que ainda não se decidiram por nenhum dos nomes apresentados até o momento.

Segundo o presidente, o grupo ao qual pertence possui potencial para alavancar uma candidatura forte por possuir os apoios da presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Lula da Silva, a governadora do Estado três senadores, 180 prefeitos, 31 deputados estaduais,12 federais e um número significativo de vereadores e ex-prefeitos. “O que nós precisamos encontrar é o elo que ligue a classe política ao candidato”, observou.

Numa conversa descontraída, o presidente da Assembleia recordou todos os passos que acabaram provocando a desistência de Luís Fernando, criticou inverdades sobre uma suposta conspiração comandada por ele para eleger o ex-governador José Reinaldo Tavares se houvesse eleição indireta e afirmou não existir nenhum ressentimento entre os Palácios dos Leões e Manoel Bequimão por conta dos fatos que provocaram a renúncia do pré-candidato.      

Arnaldo se isentou de qualquer responsabilidade pelo fato do plano da governadora eleger indiretamente Luís Fernando não ter sido concretizado, para que ele tentasse reverter a situação de dificuldade sentado na cadeira de governador, “até porque Roseana nunca tratou comigo sobre eleição indireta”.

Segundo revelou o presidente, todos os movimentos na Assembleia Legislativa para cooptar deputados para a eleição indireta de Luís Fernando foram feitos pelo deputado Max Barros e pelo secretário de Saúde Ricardo Murad e que, em nenhum momento, os parlamentares que apoiavam sua eleição para permanecer no cargo até final do mandato da governadora teriam ventilado a possibilidade de eleger José Reinaldo.

“Meu compromisso com o grupo de deputados foi que se eu não quisesse participar da eleição indireta para governador, o escolhido seria um dos integrantes do grupo que apoia o governo, jamais conspiramos ou armamos arapuca para a governadora, como andaram insinuado em alguns veículos de comunicação”, esclareceu.

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Diniz